Fonte:
Agrolink
 |
Fonte: Divulgação |
Otimista com os resultados do ano passado, setor mira novos mercados, especialmente para cortes nobres em 2012A indústria exportadora de carne começa 2012 mais otimista. Depois de um ano onde o volume exportado registrou queda de 10,8% e fechou em 1,09 milhão de toneladas, mas o faturamento em dólares cresceu 11,65% e chegou aos US$ 5,375 bilhões, as boas expectativas prevalecem.
Para este ano, trabalhamos com a meta de crescimento de 20% em receita e 10% em volume, afirma Antonio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (ABIEC).
Os dados divulgados são relativos a 2011 e mostram que enquanto mercados como Rússia e União Europeia registraram queda no volume de carne adquirido do Brasil, outros como Hong Kong, Angola, Chile e Venezuela tiveram alta nas importações. Chile e Venezuela passaram a comprar mais do Brasil por causa dos focos de febre aftosa no Paraguai, explica Camardelli.
Por outro lado, o aumento no volume das exportações para Angola é resultado do trabalho do setor para acessar mercados pouco representativos até o momento, mas com potencial de compra significativo. Com isso, o país do sudoeste africano aumentou o volume de carne adquirido do Brasil, saltando das 8,7 mil toneladas em 2010 para 13,2 mil toneladas no ano passado.
Outros mercados que estão na mira do Brasil, mas para a venda de carnes nobres são Japão, Coreia do Sul, Taiwan, México, Estados Unidos e Canadá. São mercados em potencial para estes cortes e que devem ser trabalhados, diz Camardelli.
Ivermectina
Questionado sobre os indícios de resíduos do vermífugo na carne bovina brasileira, Camardelli assinala que um dos maiores problemas é a existência de produtos que são vendidos sem os devidos registros e autorizações.
Além disso, mesmo com controle e testes, não há nada que garanta 100% a isenção de resíduos na carne. Mesmo assim, o Brasil investiu recursos para que análises sejam feitas a fim de garantir o mínimo possível de resíduo. Esses investimentos significam maiores custos e consequentemente aumento do preço médio da carne na hora de exportar.