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Terra Desenvolvimento
Entende-se por custos de produção a soma dos valores de todos os recursos (insumos) e operações (serviços) utilizados no processo produtivo de certa atividade (produção de gado de corte, especificamente neste caso). Apesar de eventuais problemas com relação ao processo de apuração de dados e da subjetividade em sua estimação, a determinação do custo de produção é uma prática necessária e indispensável ao bom gestor da fazenda.
Com apuração correta dos custos, podemos:
- Analisar a rentabilidade da atividade gado de corte;
- Reduzir os custos controláveis;
- Determinar o preço de venda compatível com o mercado em que atua;
- Planejar e controlar as operações do sistema de produção do gado de corte;
- Identificar e determinar a rentabilidade do produto;
- Identificar o ponto de equilíbrio do sistema de produção do gado de corte;
- Servir como ferramenta extremamente útil para auxiliar o produtor no processo de tomada de decisões seguras e corretas.
Os custos podem ser classificados em custos diretos/indiretos e fixos/variáveis. Vamos dar atenção para estes últimos.
Custos fixos são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao produzido, ou seja, os custos fixos não variam conforme o aumento ou a diminuição do rebanho. Salário dos mensalistas, energia elétrica da colônia, horários do contador, despesas administrativas, etc. Os custos variáveis são aqueles que seus valores variam de acordo com o tamanho do rebanho, ou seja: suplementação mineral, vacina, vermífugos, dentre outros ligados intimamente ao volume do rebanho.
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Fonte: Terra Desenvolvimento
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Quando os custos fixos são maiores que os custos variáveis, provavelmente a fazenda está operando aquém da sua lotação ideal. Fato este, resultante de quedas na capacidade de oferta de forrageira, conseqüentemente nos níveis de lotação e ganhos diários. A pecuária moderna e rentável é baseada em três pilares produtivos, a lotação o ganho médio diário (GMD) e a margem sobre a venda.
É muito comum nos depararmos com fazendas que sua infra estrutura bem como sua equipe, poderia atender 30% mais de gado, por outro lado a capacidade das pastagens limitam este estoque pecuário. Diante disto podemos entender que, seria possível um redução direta nos custos com o crescimento do rebanho. Além disto, quando maior o GMD menor o tempo de permanência na fazenda, ou seja, menor consumo de mão de obra, minerais dentre outros.
Outro ponto importante é que na pecuária moderna os custos de produção são uma espécie de impressão digital da fazenda, cada uma tem a sua. Este fato quebra o paradigma que o negócio pecuário é um só. Na verdade cada fazenda tem sua atividade existem tantas diferenças que encontramos fazendas vizinhas onde uma tem lucro e a outra prejuízo. Abaixo segue a faixa de variação de cada item de desembolso sobre o faturamento (após reposição).
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Fonte: Terra Desenvolvimento
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Diante de tudo isto, vemos que a principal forma para redução nos custos não é simplesmente a racionalização dos mesmos e sim o aumento de produtividade (demonstrado no gráfico abaixo). Sabemos que a elevação de produtividade, não se faz da noite para o dia, mas com plano de longo prazo, foca na produção de forragens com qualidade e quantidade, invariavelmente os custos por arroba produzida bem bezerro desmamado irão reduzir como demonstrado no gráfico abaixo.
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Fonte: Terra Desenvolvimento
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Não há forma de termos uma pecuária de corte realmente lucrativa se os custos fixos forem maiores que os custos variáveis, se não tivermos lotação maior que 1,2 UA/ha, um ganho diário maior que 0,47 kg/dia e margem sobre a venda superior a 35%.
A redução de custos sempre é possível e necessária, mas não pode prevalecer a ilusão de economias caras e formulas milagrosas em detrimento da produtividade e relação benefício custo, lembrando que a eficiência é a ferramenta mais poderosa para redução nos custos.