Autor:
Omar Jorge Sabbag
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Fonte: IEPEC
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Com a evolução da tecnologia e a busca por adquirir produtos de melhor qualidade, o produtor rural necessita desenvolver cada vez mais técnicas tanto na área de produção, como também no gerenciamento financeiro de sua propriedade (SEGALA & SILVA, 2007).
No entanto, apesar da importância econômica do setor agropecuário para a economia regional e nacional e da velocidade com que ele se reestrutura, o modo de organização da produção gera um conjunto de impactos sócio-econômicos negativos, destacando-se entre eles a precariedade das relações e condições em que se realiza o trabalho, resultando em queda de qualidade e inviabilidade de seus custos, no tocante à atividade econômica.
Para que uma empresa se mantenha no mercado atual, independente do ramo de atividade em que atua, é essencial que possua um amplo conhecimento e um gerenciamento apropriado às suas necessidades e às exigências impostas pelo mercado em que está inserida (MIRANDA et at., 2006).
Existe um enorme desafio entre as propriedades brasileiras, sugerindo que o desconhecimento de atividades rotineiras de planejamento - como previsão de gastos na atividade e investimentos ligados diretamente a esta - sugerem supostamente um controle de custos de produção, relacionados às principais etapas produtivas.
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Fonte: IEPEC
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Neste sentido, conforme cita Verdejo (2006), o DRP (diagnóstico rural participativo) é um conjunto de técnicas e ferramentas que permite que as comunidades façam o seu próprio diagnóstico e a partir daí comecem a autogerenciar o seu planejamento e desenvolvimento. Desta maneira, os participantes poderão compartilhar experiências e analisar os seus conhecimentos, a fim de melhorar as suas habilidades de planejamento e ação.
Desta forma, a realização de um diagnóstico na propriedade - incluindo grupos de produtores, associações e cooperativas - é de fundamental importância, de forma a identificar as limitações e potencialidades, através de um DRP. Para tanto, a aplicação de entrevistas semi-estruturadas (que tornam maior flexibilidade no processo de resposta a campo) torna-se um componente para avaliação inicial de uma propriedade rural.
Seqüencialmente, a identificação das principais causas que antecedem aos problemas diagnosticados reflete na metodologia de “árvore de problemas”, na qual a raiz representa as causas, o caule os problemas e as folhas as conseqüências. De forma análoga num sistema pecuário, uma baixa lucratividade (folhas) pode ser oriunda de um manejo adequado (caule), que pó si só, é resultante da falta de planejamento e recursos físicos/financeiros aplicados na propriedade (raiz).
Em síntese, o DRP é relevante pelo fato de permitir aos produtores organizados em conjunto dizer abertamente suas idéias, problemas e iniciar a própria reflexão de como fazer para melhorar, começando a entender quais atitudes devem ser mudadas e o que precisa para ser melhorado em relação ao mercado, como os principais parâmetros num sistema de produção animal: genética, alimentação, instalações (bem-estar), dentre outros, melhorando suas ações estratégicas de produção voltadas ao agronegócio.
Referências
MIRANDA, E. E.; CRISCUOLO, C.; QUARTAROLI, C. F. Desenvolvimento rural: gestão territorial. Revista Agroanalysis (FGV), São Paulo-SP, jul. 2006, p. 40.
SEGALA, C.Z.S.; SILVA, I.T. Apuração dos custos na produção de leite em uma propriedade rural do município de Irani/SC. Custos e Agronegócios on line, v. 3, n. 1, Jan/Jun 2007. Disponível em <http:/www.custoeagronegocioonline.com.br>. Acesso em 27 jun 2009.
VERDEJO, M. E. Diagnóstico Rural Participativo: guia prático. 1. ed. Rio Grande do Sul: Ascar, 2006. 61 p.